segunda-feira, novembro 30, 2009

Ensaio sobre filosofia epistêmica ou diatribe existêncial

Percepção objetiva da realidade última ou entendimentos metafísicos da história ocidental

O que é uma estrutura filosófica? Antes de abordarmos tal questão de metodologia principal, devemos ou havemos de situarmos aonde irá se edificar a filosofia enquanto atividade do conhecimento. Entendo que há um discernimento natural, este se opera pela percepção objetiva de uma realidade absoluta e também do entendimento – ou epistemologia, como ciência filosófica do conhecer da realidade absoluta. O que é esta realidade absoluta dentro do contexto psicológico de uma estrutura filosófica? É a percepção objetiva, na dimensão idealista ou espiritualista e a materialidade. Esta distinção entre o idealismo ou espiritualismo e a materialidade, se faz na percepção objetiva do entendimento quando entende, quando percebe elementos como no caso das estruturas filosóficas que é um composto idealista-espiritual, de sentidos que se relacionam num todo da realidade absoluta e intransigente das opiniões convencionais ou de uma meia-filosofia, que se realiza a si mesmo pelos movimentos e repousos do idealismo-espiritual independente da materialidade em si, ou seja, a materialidade em si se realiza pelos resultados das percepções objetiva das mais variadas artes culturais como a filosofia, a ciência, o ocultismo, a religião etc. Nesse caso de uma estrutura filosófica, o filósofo não inventa a realidade, ele não cria deuses como não cria o ar que respira, ou mais precisamente ele apenas processa o que a realidade absoluta é enquanto idealismo-espiritual, mas antes de decairmos numa passividade intelectual ou da negação das artes culturais num ceticismo pueril, num relativismo radical ou se fixando somente na prática pela prática em si, devemos entender as estruturas filosóficas.
Platão desenvolve o princípio aristocrático-idealista, Aristóteles desenvolve a cientificidade material, um paradoxo solúvel com a integração filosófica mística.

As estruturas filosóficas são compostos idealistas-espirituais , numa concepção geral, a estrutura filosófica como concepção geral só se realiza através do idealismo-espiritual, não em um materialismo puro ou num espiritualismo puro, assim como Friedrich Wilhelm Nietzsche na fabulosa obra elementar do Anticristo disse “O puro espírito é a pura estupidez”, e para podermos perceber a realidade absoluta que nos encontramos enquanto filósofos, enquanto artistas (artista na concepção grega de habilidade, de técnica de artifício) da cultura aproximando ao entendimento marxista na famosa e célebre frase "Até agora os filósofos se preocuparam em interpretar o mundo de várias formas. O que importa é transformá-lo.", essas interpretações do mundo como realidade absoluta, é a percepção objetiva que o artista filósofo faz enquanto atividade do conhecimento pela ciência filosófica da epistemologia, pela via do discernimento natural entre o idealismo-espiritual e a materialismo como resultado do idealismo-espiritual, que reforço, não é invenção do filósofo e nem deve sê-lo caso contrário iríamos nos decair no ceticismo pueril de que nada conhecemos, ou seja, da negação da percepção objetiva, dum relativismo cultural como anarquia dos sentidos intelectuais de uma estrutura filosófica, como meia-filosofia e também na prática pela prática em si.

Essas interpretações filosóficas do mundo como realidade absoluta, da filosofia como analise da realidade absoluta pela percepção objetiva, não depõe contra a estrutura filosófica só porque diferem enquanto “área do conhecimento”, ou mais precisamente, não é uma contradição metodológica porque a percepção objetiva pela interpretação filosófica da realidade absoluta não é relativista radical, pois não estamos na via dos jogos de linguagem como pensariam os adeptos de Wittgenstein, estamos num método ascético da percepção objetiva da realidade absoluta e os tipos de filosofias ou aspectos que irá compor o idealismo-espiritual para formá-lo enquanto concepção geral, como a própria nomenclatura diz, é a concepção da realidade absoluta e de todos os seus elementos constitutivos, desde os mais primários até os mais compostos e implicados num entendimento mais avançado, antes de procedermos na analise do método estruturalista da integração filosófica, o discernimento natural orienta a percepção objetiva do idealismo-espiritual que denominarei de cultura, concepção geral, a filosofia etc. e o materialismo como resultado da existência da cultura, da concepção geral, da filosofia e de outras “áreas do conhecimento”.

A cultura é a realidade absoluta não inventada pelo ente do conhecimento, este apenas percebe objetivamente o seu devir e sua constituição do ser, um tipo de percepção objetiva primária é a da existência de um Ser em Parmênides e também de um Devir em Heráclito, ambos em si são conhecimentos primários, são dois elementos da filosofia e ambos estão, mesmo que paradoxalmente percebendo a realidade absoluta, mesmo havendo aparente contradição dos termos, ambos percebem a realidade absoluta não criando interpretações, a própria percepção objetiva da existência do devir e do ser já são elementos da filosofia que são integrados mesmo que aparentemente contraditório na própria realidade absoluta e esta integração filosófica enquanto estrutura de conhecimento em Platão, quando na transformação de ambas as percepções objetivas em um aspecto que é um conhecimento físico, ou seja, é material pelos resultados com que o ser e o devir realizam absolutamente na matéria, pois só podemos pensar num ser se há devir e vice-e-versa, só sabemos da noite porque temos contrastados o dia e vice-e-versa, ambos são percepções objetivas, pois são elementos do aspecto físico ou material da filosofia e a relação com o ente do conhecimento se dá na vida da percepção objetiva, na vivência teórica enquanto estrutura filosófica.

Nietzsche desenvolve a estrutura filósofica da revolução vital, contra o nihilismo ou ausência de vida filosófica no ocidente trazendo a luz mística, ou chama negra, a doutrina nacional-socialista, satânica e influências na thelema de Aleister Crowley do novo Aeon místico

A concepção física ou material é uma meia-filosofia, pois há várias outras concepções a serem percebidos objetivamente em seus elementos constitutivos e também na sua forma de organização ou de estrutura para com as demais concepções, que aqui denomino de aspectos como parte de uma filosofia maior, ou a filosofia enquanto concepção geral, aquela da via da totalidade da realidade absoluta, a verdade filosófica enquanto estrutura definida em seus aspectos que a compõe. Só a concepção física ou material, é uma meia-filosofia pois decai num empirismo puro, assim como na frase nietzscheana no Anticristo, o “Puro espírito é a pura estupidez”, a pura materialidade é a pura estupidez, é necessário continuarmos no caminho pela percepção objetiva da edificação da estrutura filosófica da realidade absoluta, combatendo a anarquia dos sentidos, típico das meias-filosofias céticas ou relativistas para a estrutura mesma da filosofia, para entendermos definitivamente a realidade absoluta em vez de perdermos energias desnecessárias em hiatos de cunho metodológico ou de preconceitos epistêmicos, de ordem das meias-filosofias céticas, pois podemos conhecer definitivamente a realidade absoluta não nos jogos de linguagem e sim nas atividades das artes filosóficas, nas ciências filosóficas e também relativistas dando-lhe anarquia dos sentidos, decaindo na indiscrição e falta de caráter típico ético-cultural e no solipsismo como preconceito igualitário, enquanto libertação moral: Não sou tão bom quanto tu és, e o que tu és não é tão bom quando eu seja. Um discernimento natural no aspecto moral da ética-cultural das artes filosóficas, como percepção objetiva moral da realidade absoluta.

De mesmo modo, ou seja, do método de integração filosófica da percepção objetiva com que Platão tem em relação ao aspecto físico e material com o ser encontro na filosofia cartesiana a correspondência para evidenciar a realidade absoluta do ser, mesmo pela dúvida metódica como depuração intelectual como percepção objetiva da realidade absoluta do ser e também nos empiristas como a parte da realidade absoluta no aspecto físico e material do devir heracliteano, ambos tendo um “novo” Platão com o Immanuel Kant ao desenvolver o aspecto e a relação enquanto estrutura do entendimento da filosofia da mente na Crítica da Razão Pura, ao que em seus meandros da filosofia moderna e a antiga, mesmo havendo convergências evidenciadas pela apresentação do que é a estrutura filosófica quanto á realidade absoluta e a atividade do filosófico como percepção objetiva, as divergências não são contrapontos á realidade absoluta na aparência de uma dualidade entre filosofia antiga e moderna, ambos nada mais são do que uma arbitragem teórico-histórico como muleta para os não libertos do solipsismo ético-cultural, reconhecendo os aspectos que irão compor a filosofia enquanto percepção objetiva da realidade absoluta sem resistências críticas e também sem a anarquia dos sentidos, cuja frustração é a impossibilidade cética dos conhecimentos.

Immanuel Kant percebe objetivamente a integração da racionalidade e da empiria na filosofia da mente, fonte de percepção da realidade absoluta para a filosofia fenomênica como um elemento da concepção geral, como sistema nervoso central ou como núcleo duro da filosofia enquanto atividade do conhecimento pela via da percepção objetiva dos significados definidos dos elementos que a filosofia irá perceber ao longo de seu desenvolvimento histórico como estrutura filosófica, a filosofia da história da filosofia é a percepção objetiva do desenvolvimento da concepção geral, metafísica por natureza pela cultura como idealismo-espiritual resultante da percepção objetiva da realidade absoluta, a fórmula da procedência filosófica enquanto atividade do conhecimento epistêmico da própria filosofia é realidade absoluta=concepção geral como definição da percepção objetiva. Essa estrutura resultante da realidade absoluta=concepção geral é a integração filosófica, em todos os aspectos objetivos como conhecimento filosófico definido e não-acabado, pois o conhecimento nesse nível intimo é infinito, pois a memória é infinita se edificada para tal orientação e a possibilidade metafísica da onisciência como finalidade ultima de todas as “áreas de conhecimentos” e nesse estudo de caso da filosofia em especifico. Uma filosofia é enquanto integração dos aspectos como estruturas filosóficas numa superestrutura como a realização absoluta da onisciência e a libertação moral da empiria-materialismo puro e o idealismo-espiritual puro, na integração intima e ao mesmo tempo mística de revolução cultural, visando desembaraçar ou do labirinto do subjetivo e do individual menor para a realidade absoluta maior sendo uno, ou holístico. Esse aspecto metafísico da percepção objetiva, é apenas uma especulação filosófica para enfrentar o desafio filosófico, de um entendimento relativo á realidade absoluta como matéria-prima para a filosofia epistêmica e o resultado da filosofia será a transformação da realidade absoluta enquanto derivado da realidade absoluta, aproximado da Metafísica do Nacional-Bolchevismo de Alexander Dugin, um filósofo russo revolucionário, um derivado de menor filosofia comparado á grandeza mistica do nacional-bolchevismo... Fin...

O espírito místico de Lúcifer, o "portador da Luz" é um significado da iluminação pela via da integração místico-filosófico, da dúvida da "verdade" imposta pelo judaico-cristianismo, da revolução vital nacional-bolchevique do comunismo místico-aristocrático da Tradição da terceira roma.

1 comentários:

Gustavo disse...

Cara teu blog é uma piada de MUITO mal gosto, eu espero sinceramente que você não siga o que escreve, para seu próprio bem.

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